Melhor interromper o processo no meio, quando já se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais. Por que ir em frente? Não há sentido. Melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, algo esquecido no carro, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber o porquê. Melhor do que não sobrar nada, principalmente se esse nada for como um tempo perdido. Melhor seria mesmo viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita =) Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu talvez consiga jogar tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Aprendendo a preferir viver com a incerteza de poder ter dado certo, a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, talvez medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
Nenhum comentário:
Postar um comentário