"...Wise and ambitious, And angry and free, And smart and available, And sexy... I'm soft and appealing, And twisted and willing, And crazy..." (Alanis Morissette - Death of Cinderella)
domingo, 4 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Com você eu quis falar
Mas naquele barulho todo só consegui me calar
Era a música que eu mais gostava de ouvir
Eu parei e me emocionei, ver você sem poder te tocar
Ser a uma qualquer na multidão do esquecimento
Dentro da bagunça de tantas lembranças, sem saber se você iria recordar
Dos intermináveis momentos que vivemos
Mas não estava ali para te lembrar
Queria apenas de dar um abraço e falar que de você eu nunca pude esperar
Nunca pude superar essa distancia, que escolhi de te manter bem longe de mim
Você nem me viu chegar, distração ou descuido
Eu só queria ter coragem de te falar e te explicar
Que embora eu não seja a mesma de 1 ano atrás, algumas coisas nunca mudam
E naquela multidão de solidão a minha volta, eu só queria beijar
Respirei fundo e fui chegando perto
Você finalmente me viu, eu vi que sorriu, mas logo fez cara de quem não se importava
Eu continuei, firme, chegando, chegando...
Te olhei firme e falei:
- Oi!!!
(sem olhar de volta, pegando um copo no balcão você decide falar)
- Oi!
- Fazia muito tempo que não te via!
- Pois é! Você quis manter a distancia!
- Mas agora essa distancia não existe.
- O que foi? Você não está feliz? Não foi isso que você sempre quis pra sua vida?
- Sim eu estou feliz. Mas estou mais feliz de ter te encontrado no meio dessa gente toda, depois de algum tempo.
- Pois eu estou feliz de saber que você está bem.
- Eu só queria te tocar...
- Tocar?
- É saber se eu ainda te toco.
- Você pode me tocar, eu não vou te morder.
- Eu falo de outro tocar... se é que você me entende.
- Não Camila, eu não entendo. Você pode me explicar?
- Queria saber se eu ainda toco fundo dentro de você, se eu ainda tenho um lugar ai dentro.
- Nunca deixou de ter Camila. Mas foi sua decisão me deixar e sumir da minha vida, eu tentei te procurar incansáveis vezes, mas você preferiu o silencio.
- Eu percebi que esse silencio só mata, não constrói nem destrói nada.
- Pra mim destruiu muita coisa.
- Desculpa, Rô. Eu só queria mesmo saber isso...
- Já sabe.
- Eu queria te falar...
- Ahn?
- Deixa.
- Fala.
- Deixa pra lá.
- Você ainda me ama?
- AHN?
- É, você ainda pensa em mim?
- Camila olha só, você vem até mim depois de mil anos sem nos falarmos e vem toda estranha. Você acha que tudo é da sua forma mimada de ser?
- Eu não sou mimada, eu só quero você.
- Você não me quer. Você quer o Rodolfo do passado, e eu não sou mais esse Rodolfo.
- Ah! Que bom que você me lembrou disso, estava preocupada de que a Camila de hoje não te agradasse. E como é esse novo Rodolfo?
- Ah!!! Você não vê?
- Vejo você relutando em me olhar nos olhos.
(ele fica nervoso e os olhos se enchem d’água)
- Rô! Deixa eu pelo menos te dar um abraço, é só isso que eu quero desde o momento que te vi hoje.
(eles se abraçam)
- Por que você ta fazendo isso comigo Cá?
- Eu to vivendo minha vida, mas nunca me esqueci de você, do seu sorriso das suas implicâncias, e queria te falar isso, só isso. Que eu não vou te perder no meio das minhas lembranças e que nesse silencio chamado tempo eu não deixei você sumir dentro de mim. Mas eu não espero nada de você. Eu sou outra pessoa, não sei se você pode notar, mas minha escolha de vida mudou Rô, e eu não sei se você seria capaz de um dia me acompanhar nesse caminho, não é fácil, sabe? Não é qualquer um que é capaz de largar tudo pra viver pra Deus.
- Eu fui louco por você, eu faria qualquer coisa por você.
- Pois é, você foi, hoje em dia você é só mais um louco buscando preencher seus vazios.
- Eu te amei muito Cá, o que você espera de mim agora?
- Nada.
- Você sempre teve razão, hoje eu vejo. Todo amor que você me dedicou e eu só querendo saber de curtir. Você teve todas as razoes do mundo pra sumir da minha vida, mas eu não queria, eu queria só você, mas eu queria o mundo também. E quando você partiu eu me desesperei, pensando que jamais poderia rever os olhos da minha princesa que me amava e que queria só meu bem. Eu não podia assumir pra mim mesmo que o culpado fui eu. Mas eu decidi, porque eu queria não perder minha juventude, eu queria sexo, com você ou sem você. E eu sabia que você merecia exclusividade. Acredite ou não, eu fiz sexo com poucas depois que você passou na minha vida, nenhuma delas me dava a alegria que você me deu.
- Que lindo isso Rô. Mas como eu te disse hoje meu propósito é outro.
- Me mostra?
- Você teria coragem?
- Por você Cá.
(se aproxima uma mulher linda num salto altíssimo, e um belo corpo e beija o Rodolfo e fala)
- Oi amorzinho. A fila do banheiro estava enorme. Quem é essa?
- Ela se chama Camilla (ele fica nervoso)
- Prazer Camilla, qual é o seu nome?
- Daniela. Vocês se conhecem a muito tempo? (abraço o Rodolfo e senta no seu colo)
- Estávamos a uns anos sem nos ver e nos falar. Bom acho que vou embora. (Camila fica mexida)
- Quer que eu te leve em casa? (responde Rodolfo)
- Não precisa Rô, eu pego um táxi.
- Faço questão. Dani eu vou levá-la, você me espera aqui?
- Claro amor!
(eles saem do show)
[silencio no carro]
- Você ta bem cá? Ta muda!
- Não tenho nada pra falar, a cena vale mais do que mil palavras. Tola fui eu achando que você tinha mudado e que estava disposto a fazer mais.
- Não é isso que você ta pensando...
- É isso sim Rô. Eu to cansada, mas não quero brigar mais com você. Perdi meu tempo.
- Você me deixou e eu continuei na minha vidinha. Dani me ama e não se importa de eu traí-la. Ela é muito legal comigo e faz tudo que eu peço.
- Ótimo!
- Poxa Cá, ta com ciúmes?
(ela começa a chorar)
- O que foi?
(ele para o carro e abraça ela)
- Por que você ta chorando?
- Porque eu busquei tudo nessa vida, pra fugir de você, pra que você sumisse da minha cabeça e funcionou, mas do meu coração e lembranças você nunca foi embora Rô. E me dói ainda te ver com outra e dói ainda mais ver que você não mudou e que eu fiz de tudo sabe, fiz de tudo... pra mudar, pra esperar você e to vendo que não adiantou... não adiantou.
- Cá, eu fiz de tudo também pra tentar manter contato com você, mas você sumiu de um dia pro outro, parou de responder minhas mensagens, me ignorando. Eu não tinha como saber se você estava bem, te procurava em todos os lugares que íamos, te via em tudo. Até perguntava pros amigos se eles sabiam de você e eles sempre me falaram que você mal saia de casa, que estudava muito pras provas e que tinha virado religiosa. Eu decidi te deixar em paz, eu não queria te fazer mal de novo.
- Ta tudo certo Rodolfo, eu quebrei a cara de novo, não adiantou nada eu ter rezado 3 vezes por dia, usar essas saias longas que eu nem gosto, ficar trancada em casa estudando pra passar e só pra te dizer eu passei, eu passei. Mas isso não me fez feliz. Eu fiz tudo isso esperando que você voltasse. Como você sempre me fez falta, eu fiquei esse tempo todo pedindo pra Deus que você voltasse pelo amor de Deus e eu sempre acreditei que você voltaria que você seria o meu Rodolfo mudado, único só pra mim. Tremenda ilusão. Eu me guardei pra nada Rô. Eu não quero dizer mais nada.
- Cá! Escuta!
- Ahn!?
- E se eu te falasse...
- Falasse o que?
- Que eu ainda te amo, você acreditaria?
- Não, óbvio que não. Óbvio que você não me ama. Isso não é amor, você só quer me comer de novo.
- Você não entende.
- Ah eu não entendo? Eu entendo muito bem!
- Eu acho que você ficou linda nessas roupas mais comportadas sabia? E ainda acho que eu posso ocupar esse lugar que você sempre quis.
- Olha você não pode. Você tem namorada Rô, eu não vou mais participar com suas brincadeiras.
- Ela não é minha namorada, ela é só mais uma que eu pego. Eu procurei em outras você, não achei. E hoje te vendo ao vivo eu vejo que o que eu sempre busquei é exatamente como você é.
- E o que você buscava?
- Eu buscava uma mulher forte como você e que me amasse só que nos encontramos em momentos diferentes, você querendo que eu te salvasse e eu querendo me salvar de prisão de um amor, eu queria ser do mundo, de todas. Mas no fundo a mulher que eu sempre quis era uma mulher discreta, esforçada que amasse Deus mais do que ama um namorado, eu sempre quis uma mulher linda por dentro. E você é TUDO isso, alias você se tornou isso. E alem disso tudo você é linda e meiga por fora. Eu quero você Cá, me aceita de volta?
(ela fica indecisa)
- Não sei se te quero, como posso saber se isso não é mais uma de suas armadilhas?
- Dorme comigo hoje que eu te provo.
- HÁ HÁ, sabia que você não tinha mudado, você só quer me usar Rodolfo. Chega eu vou embora daqui mesmo.
(ele tranca o carro e se aproxima pra tentar beijá-la, ela o empurra)
- Sai! Não faça isso.
- Cá, eu falo sério. Durma na minha cama ao meu lado como amiga e eu te mostro o novo Rô.
- O que seria esse novo Rô?
- Venha e veja.
- Eu já disse que não vou te dar e você é muito cara de pau.
- Você não entende nada, eu não quero seu corpo eu só quero você dormindo ao meu lado sem sexo. E você ira descobrir.
(ela topa e eles vão para casa do Rodolfo)
- Deita aqui no meu peito, eu não vou te machucar não tenha medo.
(ela receosa e com medo se aproxima e se encaixa, começando a chorar)
- Eu sonhei tanto por esse momento, a gente junto na cama sem safadeza, sem praia sem putaria.
(ele faz carinho na cabeça dela, beija a testa, abaixa e da um beijo em sua boca)
- Eu te amo Cá. Como eu nunca amei ninguém, eu quero você.
- Eu também te quero.
(eles dormem)
Dia seguinte...
- bom dia minha princesa!!!! Olha o que te preparei, um café da manha maravilhoso!
- Ahh que lindo Rô! Amei nossa noite, foi a melhor da minha vida, assim eu me apaixono.
- Tenho que te mostrar uma coisa que tava guardado desde o dia que você foi embora, espera um minutinho.
(ele vai até a gaveta pega uma caixinha e volta pra cama)
- Abra Cá!
- Isso é pra mim?
- Sim é pra você!
(ela abre e é um anel de casamento)
- Você aceita se casar comigo, Camila?
(ela fica de boca aberta)
- Casar?????
- É meu amor, casar! Esse anel tem nossas iniciais dentro e a data do dia q você me deixou e eu te esperei.
(6 meses depois eles se casam)
Fim.
Rut Ferreira
Vamos falar da Manu SEM o batata então.
A Manu sem o Batata sorri, brinca, pula e fala daquele jeito como se estivesse 24 horas interpretando uma peça de teatro que misturava comédia e drama tudo na mesma frase.
A Manu sem o Batata sai com o João. Enjoa do João, sai com o Breno. Odeia o Breno, sai com aquele outro gordinho que eu esqueci o nome. Manu nem sabe porque saiu com ele e então não atende mais suas ligações. A Manu percebe então que ela É o Batata.
Mas ela não conseguia ser o Batata quando estava com o Batata. (É, não deu pra não falar dele..)
O Batata era feio (desculpa, Manu), era um tremendo dum babaca e a tratava daquele modo que as amigas falavam "Sai dessa, menina".
A diferença do Batata para João, Breno, o Gordinho e tantos outros antes e depois dele é que aquele menina linda, loira, inteligente e fenomenal, falava dele chorando, e dos outros, falava rindo.
E o Batata tinha outra. Outra, outra e mais outra. E a Manu sempre era uma dessas "outras" que vinham depois do "aquelazinha". E ela sentia um prazer quase que macabro em curtir sua dor enquanto dizia "Ele estava com a Fulana".
O Batata não lambia o chão por onde ela passava, e era isso que ela gostava.
Manu adorava estar sendo desafiava por aquele serzinho escroto e acabou tão viciada nisso, que de uma forma um tanto quanto estranha, o Batata acabou fazendo parte de todas nós. Eu já não me via mais sem conseguir não correr até a Manu nos intervalos das aulas, para entrar no msn e ouvir as novas do Batata.
A gente sentava e conversava e eram 30 minutos de lavagem cerebral:
O Batata, Batata, Batata...
Deus do céu!!
E era tão fácil estar de fora e pensar "É exatamente isso que eu não quero pra minha vida", mas que na verdade era o que eu e mais o resto das meninas mais queríamos.
A Manu não era mais uma otária. Era alguém que caiu de amores, sem motivo, sem nem saber direito quando. E não importava se foi pelo bonzinho ou pelo cara que não valia nada, ela simplesmente não enxergava mais nada na sua frente, além do cara que ela conseguiu montar com tudo o que ela sempre quis, e inventou um alguém que não existe e o chamou de Batata.
Enfim, no final, foi como todas nós sabíamos que seria: O Batata não ficou com ela.
E não era porque ele não sabia da mulher maravilhosa que a Manu era. Ele sabia e com certeza sabe até hoje, mas a Manu era pra ele, o que o João, o Breno e o Gordinho foram para ela: Nada.
A Manu sem o Batata sorri, brinca, pula e fala daquele jeito como se estivesse 24 horas interpretando uma peça de teatro que misturava comédia e drama tudo na mesma frase.
A Manu sem o Batata sai com o João. Enjoa do João, sai com o Breno. Odeia o Breno, sai com aquele outro gordinho que eu esqueci o nome. Manu nem sabe porque saiu com ele e então não atende mais suas ligações. A Manu percebe então que ela É o Batata.
Mas ela não conseguia ser o Batata quando estava com o Batata. (É, não deu pra não falar dele..)
O Batata era feio (desculpa, Manu), era um tremendo dum babaca e a tratava daquele modo que as amigas falavam "Sai dessa, menina".
A diferença do Batata para João, Breno, o Gordinho e tantos outros antes e depois dele é que aquele menina linda, loira, inteligente e fenomenal, falava dele chorando, e dos outros, falava rindo.
E o Batata tinha outra. Outra, outra e mais outra. E a Manu sempre era uma dessas "outras" que vinham depois do "aquelazinha". E ela sentia um prazer quase que macabro em curtir sua dor enquanto dizia "Ele estava com a Fulana".
O Batata não lambia o chão por onde ela passava, e era isso que ela gostava.
Manu adorava estar sendo desafiava por aquele serzinho escroto e acabou tão viciada nisso, que de uma forma um tanto quanto estranha, o Batata acabou fazendo parte de todas nós. Eu já não me via mais sem conseguir não correr até a Manu nos intervalos das aulas, para entrar no msn e ouvir as novas do Batata.
A gente sentava e conversava e eram 30 minutos de lavagem cerebral:
O Batata, Batata, Batata...
Deus do céu!!
E era tão fácil estar de fora e pensar "É exatamente isso que eu não quero pra minha vida", mas que na verdade era o que eu e mais o resto das meninas mais queríamos.
A Manu não era mais uma otária. Era alguém que caiu de amores, sem motivo, sem nem saber direito quando. E não importava se foi pelo bonzinho ou pelo cara que não valia nada, ela simplesmente não enxergava mais nada na sua frente, além do cara que ela conseguiu montar com tudo o que ela sempre quis, e inventou um alguém que não existe e o chamou de Batata.
Enfim, no final, foi como todas nós sabíamos que seria: O Batata não ficou com ela.
E não era porque ele não sabia da mulher maravilhosa que a Manu era. Ele sabia e com certeza sabe até hoje, mas a Manu era pra ele, o que o João, o Breno e o Gordinho foram para ela: Nada.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Jantar amarelo.
"... Vejo muitos pratos e copos quebrados e espalhados pelo chão. Eu vejo uma menina com uma obsessão por agradar você. Vejo-a sendo desaprovada e, especialmente, ouço a palavra "sonsa" sendo repetida de várias formas e maneiras. E entendo porque alguém pode odiar tanto música sertaneja e cheiro de cerveja sem o menor constrangimento. Eu vejo um prato de arroz misturado com gema de ovo. Era um jantar amarelo, gostoso e divertido até o momento em que vejo o jantar da menina voando e se chocando contra a parede da cozinha.
Eu vejo você performático fazendo saltos ornamentais no rio. Vejo que você é um dos melhores amigos daquele padre e que você lidera, escreve livros, conta piadas tão bem e tem um monte de amigos. Vejo que você será sempre o super-herói dessa menina. Sinto um cheiro de material escolar novo. Vejo você entrando pela porta principal da casa fazendo chuva de notas de dinheiro de verdade! Vejo você fazendo carinho no cabelo da menina, vejo você lutando karatê, nadando, cuidando da sua coleção de discos do Roberto Carlos e vejo que a sua letra, sua pele e seu cabelo são tão bonitos.
Eu vejo uma menina pequena dormindo agarrada ao seu blazer enquanto você cuida das suas urgências irresponsáveis. Tenho tanta pena dessa menininha bem magoada com você. Vejo uma noiva perturbada pensando se ela deve ou não entrar na igreja contigo. Eu vejo uma menina brava, dizendo pra mãe que ela não precisa de nada que venha de você! Eu ouvi ela dizendo que quer que você morra! Mas é claro que ela precisa de você, seu idiota!!! Como é que você não percebe isso?
Eu vejo uma mulher sóbria e dissimulada. Só eu e Deus vemos o quanto ela é frágil. Honestamente? Ela nunca vai entender e não encontra nenhuma justificativa. Nada justifica... entendeu? Nada, nadinha! Ela morre de cansaço, e desânimo, e fraqueza. Há muito tempo ela não tem esperanças no que concerne a você. E agora ela começa a chorar, porque apesar da frieza e indiferença que ela herdou de você, sim, senhor, mais uma vez ela foi atingida."
terça-feira, 2 de agosto de 2011
É um anseio de parecermos iguais,
De tirar a sensação que estamos ficando pra trás.
É planejar tendo 100% de dúvida.
É o quase improvável acontecendo.
Logo após, tudo suceder copelidamente,
Artificialmente.
É não sentir as mesmas coisas que antes.
Mesmo assim, indo mais além,
Depois empacar de repente,
Novamente.
E não querer concretizar a avidez.
Nós criamos nossas opiniões,
Nossas verdades,
E elas se tornam tão sólidas,
Que nem o desejo mais profundo as contrariam.
De tirar a sensação que estamos ficando pra trás.
É planejar tendo 100% de dúvida.
É o quase improvável acontecendo.
Logo após, tudo suceder copelidamente,
Artificialmente.
É não sentir as mesmas coisas que antes.
Mesmo assim, indo mais além,
Depois empacar de repente,
Novamente.
E não querer concretizar a avidez.
Nós criamos nossas opiniões,
Nossas verdades,
E elas se tornam tão sólidas,
Que nem o desejo mais profundo as contrariam.
Apesar de todo o ressentimento,
Todas as promesas que provavelmente não serão cumpridas,
Ainda sobrevive uma esperança.
O desdém, o afastamento e a distância
Só fizeram com que se aprendesse a viver com a ausência.
Os encontros previstos,
Mas, principalmente, os inesperados,
Trouxeram a tona o que fingia está adormecido.
E a falta de jeito e a atitude indiferente apenas mostram que eles não se conhecem mais,
como chegaram a pensar que se conheciam.
Todas as promesas que provavelmente não serão cumpridas,
Ainda sobrevive uma esperança.
O desdém, o afastamento e a distância
Só fizeram com que se aprendesse a viver com a ausência.
Os encontros previstos,
Mas, principalmente, os inesperados,
Trouxeram a tona o que fingia está adormecido.
E a falta de jeito e a atitude indiferente apenas mostram que eles não se conhecem mais,
como chegaram a pensar que se conheciam.
domingo, 31 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
o poeta
"
Já te despedes de mim, Hora.
Teu golpe de asa é o meu açoite.Só: que fazer da boca, agora?Que fazer do dia, da noite?
Sem paz, sem amor, sem teto,caminho pela vida afora.Tudo aquilo em que ponho afetofica mais rico e me devora"
Rainier Maria Rilke
domingo, 24 de julho de 2011
Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia.
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
;)
Não é raro, tropeço e caio. Ás vezes, tombo feio de ralar o coração. Claro que dói mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé. Tudo que é verdadeiro, volta
. Tudo que é verdadeiro, volta
sábado, 23 de julho de 2011
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
sábado, 16 de julho de 2011
=)
O tempo não cura tudo.
Aliás, o tempo não cura nada,
o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
Aliás, o tempo não cura nada,
o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
O valor do amanhã
A idade varia e nem todos a alcançam, mas chega o dia em que a longa intoxicação da juventude reflui. Os ânimos serenam, e a febre da razão retrocede. O mundo sempre foi assim ou se tornou agora, só pra mim, tão distinto do que parecia ser? A convivência com filhos (ou sobrinhos) pequenos e a presença de pais idosos (ou falecidos) é um fator de mudança: a percepção do tempo deixa de ser tão unilateral quanto na juventude. Fui criança, serei velho. Começa um balanço de saldos, danos e perspectivas. Paralelamente, o otimismo espontâneo diante do amanhã começa a ceder e dar lugar a uma ponta incômoda de apreensão. A voz da sobriedade se faz ouvir: “É difícil lutar contra o desejo impulsivo; o que quer que ele queira, ele adquirirá ao custo da alma” (Heráclito). Alguns despertam, a contragosto, para essa nova etapa da vida com um inconfundível sensação de ressaca na mente. “E agora, José?”
O valor do amanhã – Eduardo Gianetti p.99
domingo, 29 de maio de 2011
Domingo.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, doi demaais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
domingo, 8 de maio de 2011
Isso que fica..
O tempo não existe. O tempo existe, sim, e devora.Vou procurar teu cheiro no corpo de outra pessoa. Sem encontrar, porque terei esquecido. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida. E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Eu te amei muito. Nunca disse, (o suficiente), como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim
Os "nãos" saudáveis
Não evite dizer o que está na cabeça só porque sabe que sua mente vai negar no dia seguinte,
Não fuja de palavras bonitas, so porque quem diz não é uma pessoa perfeita,
Não arrume mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades do outro,
Não desvie os olhos por medo de ter a mente lida,
Não suma por medo de desaparecer,
Não fira por medo de machucar,
Não seja chata por medo do outro te achar legal,
Não desista antes de começar,
Não evite sua excentricidade,
Não vou se anule por sentir demais e logo depois não sentir nada,
Não se esconda em personagens,
Não conte sua vida inteira em busca de ter realmente uma vida.
Dessa vez não queira tudo de uma vez, porque sempre acaba ficando sem nada no final.
Aposte suas fichas em você e saiba que ngm é de fazer isso. Mas seja neste momento frágil que não quer acabar.
Fique menos cafajeste, menos racional, menos vc.
E aproveite pra tentar levar algo adiante.
adaptado de C. F. Abreu
Não fuja de palavras bonitas, so porque quem diz não é uma pessoa perfeita,
Não arrume mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades do outro,
Não desvie os olhos por medo de ter a mente lida,
Não suma por medo de desaparecer,
Não fira por medo de machucar,
Não seja chata por medo do outro te achar legal,
Não desista antes de começar,
Não evite sua excentricidade,
Não vou se anule por sentir demais e logo depois não sentir nada,
Não se esconda em personagens,
Não conte sua vida inteira em busca de ter realmente uma vida.
Dessa vez não queira tudo de uma vez, porque sempre acaba ficando sem nada no final.
Aposte suas fichas em você e saiba que ngm é de fazer isso. Mas seja neste momento frágil que não quer acabar.
Fique menos cafajeste, menos racional, menos vc.
E aproveite pra tentar levar algo adiante.
adaptado de C. F. Abreu
sábado, 30 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Maldita Urgência
"Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas às urgentes
Perguntas que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer enquanto
O nosso amor durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada..."
domingo, 24 de abril de 2011
=)
Minha vida tem um buraco que não sei de q q é feito. Era para tudo ser muito fácil, mas eu encasquetei de fazer tudo do jeito mais difícil. Meu problema sou só eu. Não me odeie por eu ser assim. Eu tenho a culpa de todas as culpas e, as que não tenho, tomo para mim. Eu tenho crises de segunda a noite porque me dá um vazio de não me achar. Eu tenho crises de quarta porque me achei e não gostei. Tem quem me ache sublime por tão alegre e tão melancólica assim. Eu me acho insuportável. Ok, e ao mesmo tempo a pessoa mais legal do mundo.
Eu não gosto que me escolham caminhos e fico puta porque há um tempo tenho deixado a vida escolher. Eu tenho tudo e às vezes me sinto completamente sem nada só porque a chuva cai e o sol não brilha. E se brilha, tem o maldito tom de amarelo a que eu chamo de pureza. Que eu já não sei se sei distinguir.
Eu tenho medo de crescer e ao mesmo tempo cresci rápido demais. Eu me afobo e paro. Mas quando paro, fico afobada, porque acho que o tempo passou e eu não fui junto.
Porque você gosta de mim? Eu não sei responder. Você gosta de mim por tudo o que eu sou e por tudo o que eu não sou. E eu sofro, porque não sei ser não sendo. Não ser é ser sem escolher. E eu gosto de escolher, lembra?
De verdade? Não sei porque te falo tudo isso. Acho que quero te convencer de uma vez que eu sou louca para poder agir feito uma sem o medo de de repente você descobrir que eu sou louca e de repente não gostar mais de mim. Ou quero te convencer que não existe porque gostar de mim. Só porque sou louca.
Você me pediu para escrever um poema para você. Mas para escrever poema, tem um lado meu que precisa de férias dos dedos ávidos por palavras que façam sentido sem beleza. Porque, afinal, as vezes eu acredito em beleza, as vezes não.
Sabe porque eu não me encontro? Porque por definição eu sou contraditória e quem é contraditória não pode se definir. Se não me defino, não sei quem sou, não me encontro. Mas se deixo de ser contraditória, deixo de ser eu e, logo, também não me encontro.
;)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
"O presente é o instante em que a roda do automóvel em alta velocidade toca minimamente o chão. E a parte da roda que ainda não tocou tocará num imediato que absorve o instante presente e torna-o passado. Eu, viva e tremeluzente como os instantes, acendo-me e me apago, acendo e apago, acendo e apago."
C. Lispector
terça-feira, 22 de março de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
...
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar…” Eclesiastes 3:1-5
“perigoso não é ir, mas ficar”. Se Deus está mandando, seguro é obedecer! Se a Nuvem está Se movendo, precisamos nos mover com ela, ainda que isso signifique desgaste, trabalho, adaptação, disposição para mudar de lugar, de jeito, de costume, de gente, de tudo. E o que se descobre, a cada mudança, a cada novo ciclo e nova estação, é que Deus sempre nos conduz a algo bom, ainda que aos nossos olhos, a princípio, possa parecer o contrário. Pouco a pouco tenho aprendido a me mover com Deus, a aceitar o “novo”, a confiar que Sua vontade é mesmo boa, perfeita e agradável."
“perigoso não é ir, mas ficar”. Se Deus está mandando, seguro é obedecer! Se a Nuvem está Se movendo, precisamos nos mover com ela, ainda que isso signifique desgaste, trabalho, adaptação, disposição para mudar de lugar, de jeito, de costume, de gente, de tudo. E o que se descobre, a cada mudança, a cada novo ciclo e nova estação, é que Deus sempre nos conduz a algo bom, ainda que aos nossos olhos, a princípio, possa parecer o contrário. Pouco a pouco tenho aprendido a me mover com Deus, a aceitar o “novo”, a confiar que Sua vontade é mesmo boa, perfeita e agradável."
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
http://concursopolicial.blogspot.com/
"Se existe magia em lutar além dos limites da resistência, esta é a mágica de arriscar tudo por um sonho que ninguém enxerga, só você."
- Filme "Menina de Ouro"
http://concursopolicial.blogspot.com/
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