"...Wise and ambitious, And angry and free, And smart and available, And sexy... I'm soft and appealing, And twisted and willing, And crazy..." (Alanis Morissette - Death of Cinderella)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Frágil
você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que SÓ foi pensar em você num lugar improvável como esse. E aí eu me comoverei com o que não acontece,sentiremos frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
MAR..
Eu quero me chamar Mar você dizia e ria e ríamos porque era absurdo alguém querer se chamar Mar ah mar amar e você dizia coisas tolas como quando o vento bater no trigo te lembrarás da cor dos meus cabelos você não vai muito além desses príncipes pequenos.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Relaxa :)
"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia."
C.F Abreu
C.F Abreu
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Meu bb PRA SEMPRE :)
Eu nunca mais vou conseguir ouvir um latido sem lembrar de vc, nunca mais vou conseguir olhar pro céu sem imaginar que vc tá me olhando. Nunca vou esquecer que Vc nunca me abandonou...Vc que foi meu amigo, companheiro, fiel, carinhoso, como poucas pessoas conseguem ser!
Me apoiou, esteve do meu lado, memso sem dizer nenhuma palavra. me entendia quando eu chorava e deitava sobre os meus pés quando eu olhava pro nada em busca de alguma resposta pra vida...Por muitas vezes gritei e pedia pra vc sair e hj, o que eu mais queria era quer vc e perdoasse, por tudo, e voltasse com um simples sinal...Nao sei como eu to conseguindo escrever agora, mas vc merece esse registro e o meu apelo por perdão! Eu te amo e te amarei pra sempre meu lindo e nunca nunca nunca mais eu te trairei
:)
Me apoiou, esteve do meu lado, memso sem dizer nenhuma palavra. me entendia quando eu chorava e deitava sobre os meus pés quando eu olhava pro nada em busca de alguma resposta pra vida...Por muitas vezes gritei e pedia pra vc sair e hj, o que eu mais queria era quer vc e perdoasse, por tudo, e voltasse com um simples sinal...Nao sei como eu to conseguindo escrever agora, mas vc merece esse registro e o meu apelo por perdão! Eu te amo e te amarei pra sempre meu lindo e nunca nunca nunca mais eu te trairei
:)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O Diálogo :/
Inatingível. Escorregava em torno "dela" (a pedra), percorrendo consciente uma trajetória de impossível. Em torno da pedra um círculo de repulsão que me jogava longe no momento da aproximação de seu centro. Cansaço pesando em mim, baixei a cabeça. As minhas mãos perdidas sobre a areia suja da beira do rio, as minhas mãos fremiam de fadiga. Círculos dourados percorriam o espaço, penetravam concêntricos em minhas órbitas, os círculos nascidos em torno da pedra. Pelos descaminhos, meu rumo se perdia, eu tornava a buscar, recomeçava- e novamente errava, e novamente insistia, Túrgido de ternura, me encarei. E baixei a cabeça com vergonha. A pedra prescindia de mim. Eu, que me projetava num tempo desconhecido, prescindir de tudo e, impotente, me projetava na pedra, lúcido de que não seria jamais o que ela estava sendo. Eu que não conseguia alcançar o que ela alcançara e para sempre me perderei entre as pessoas, vagando sem encontrar, sem saber sequer o que busco, o que buscarei. A pedra me agredindo com seu ser completo.Caio Fernando Abreu
- É esse gelo por dentro que eu não consigo entender. Você se doou tanto quando eu não pedia, e no momento em que pela primeira vez pedi, você negou, você fugiu. É esse seu bloqueio de aço encouraçando o silêncio, eu não consigo entender.
Completo. Seria possível o absoluto em algo ou alguém às vésperas da destruição? Eu não sabia nem sei, ainda. Escurecia cada vez mais, a silhueta da pedra já se dissolvera talvez na noite, mas a sua imagem permanecia em minhas retinas. E no escuro, ela deixaria de ser? No escuro as coisas esquecem de si mesmas para se tornarem apenas coisas, desligadas de qualquer suspeita que se possa ter sobre elas? A imobilidade do rio com suas ondas fracas, feito um reafirmar de inércia. E eu. Que era eu naquele momento exato, jogado na areia, cheio de movimentos subterrâneos? Que era eu, com o incompleto de minhas tentativas que não se cumpriam, e permaneciam vagando num ritmo de espanto? O rio era o rio, o céu era o céu, a areia era a areia, mas a pedra recusara meu pensamento e se fizera unicamente em pedra. E eu que escorregava, me perdendo em corredores de luz filtrada, pelas varandas entrecobertas de samambaias, por solares arquitetados sobre pântanos, pelos pântanos mesmo de água pútrida e serpentes entrelaçadas em tronco de árvores viscosas - eu que me reconhecia ao longe e não ia além do gesto para me conhecer. Mas se o rio tinha peixes e lama e musgo no fundo, e tinha mistérios; e se o céu estava repleto de mundos formando o cosmos e o desconhecido infinito das galáxias, e tinha mistérios; se a areia onde haviam restado detritos e sulcos, onde vicejava uma grama rala, tinha também mistérios. Somente a pedra, até o fundo de si pedra, das nascentes ao topo, nada contendo além de seu ser.
- Seria isso, então? Você só consegue dar quando não é solicitado, e quando pedem algo você foge em desespero. Como se tivesse medo de ficar mais pobre, medo de que se alcance seu centro e nesse centro exista alguma coisa que você não quer mostrar nem dar ou dividir. Contido, dissimulado, você esconde essa coisa, será assim?
Ser. Já nada mais restava. Apenas a noite e, dentro dela, o meu silêncio de incompreensão. Meus passos afundavam na areia deixando uma esteira de poças que conteriam as estrelas, não fosse o imenso escuro de tudo. Cada vez mais lento eu caminhava. Para longe do rio. Para longe da pedra. Para longe do medo. Para longe de mim.
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