domingo, 31 de julho de 2011

"Eu sei que sempre estás comigo Senhor
Tambem sei que nada acontece sem a tua vontade
Mas preciso aprender a confiar em Ti
Mas preciso aprender a descansar em Ti
Tu és meu Senhor
Todas as coisas cooperam para o bem
Daqueles que te amam"

Te amo meu Pai amado :)

terça-feira, 26 de julho de 2011

o poeta

"
Já te despedes de mim, Hora.

Teu golpe de asa é o meu açoite.Só: que fazer da boca, agora?Que fazer do dia, da noite?
Sem paz, sem amor, sem teto,caminho pela vida afora.Tudo aquilo em que ponho afetofica mais rico e me devora"
Rainier Maria Rilke

domingo, 24 de julho de 2011


Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. 


Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?

;)

Não é raro, tropeço e caio. Ás vezes, tombo feio de ralar o coração. Claro que dói mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé. Tudo que é verdadeiro, volta

. Tudo que é verdadeiro, volta

sábado, 23 de julho de 2011

Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!

sábado, 16 de julho de 2011

=)

O tempo não cura tudo. 
Aliás, o tempo não cura nada, 
o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O valor do amanhã

A idade varia e nem todos a alcançam, mas chega o dia em que a longa intoxicação da juventude reflui. Os ânimos serenam, e a febre da razão retrocede. O mundo sempre foi assim ou se tornou agora, só pra mim, tão distinto do que parecia ser? A convivência com filhos (ou sobrinhos) pequenos e a presença de pais idosos (ou falecidos) é um fator de mudança: a percepção do tempo deixa de ser tão unilateral quanto na juventude. Fui criança, serei velho. Começa um balanço de saldos, danos e perspectivas. Paralelamente, o otimismo espontâneo diante do amanhã começa a ceder e dar lugar a uma ponta incômoda de apreensão. A voz da sobriedade se faz ouvir: “É difícil lutar contra o desejo impulsivo; o que quer que ele queira, ele adquirirá ao custo da alma” (Heráclito). Alguns despertam, a contragosto, para essa nova etapa da vida com um inconfundível sensação de ressaca na mente. “E agora, José?”
O valor do amanhã – Eduardo Gianetti p.99