"...Wise and ambitious, And angry and free, And smart and available, And sexy... I'm soft and appealing, And twisted and willing, And crazy..." (Alanis Morissette - Death of Cinderella)
domingo, 4 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Com você eu quis falar
Mas naquele barulho todo só consegui me calar
Era a música que eu mais gostava de ouvir
Eu parei e me emocionei, ver você sem poder te tocar
Ser a uma qualquer na multidão do esquecimento
Dentro da bagunça de tantas lembranças, sem saber se você iria recordar
Dos intermináveis momentos que vivemos
Mas não estava ali para te lembrar
Queria apenas de dar um abraço e falar que de você eu nunca pude esperar
Nunca pude superar essa distancia, que escolhi de te manter bem longe de mim
Você nem me viu chegar, distração ou descuido
Eu só queria ter coragem de te falar e te explicar
Que embora eu não seja a mesma de 1 ano atrás, algumas coisas nunca mudam
E naquela multidão de solidão a minha volta, eu só queria beijar
Respirei fundo e fui chegando perto
Você finalmente me viu, eu vi que sorriu, mas logo fez cara de quem não se importava
Eu continuei, firme, chegando, chegando...
Te olhei firme e falei:
- Oi!!!
(sem olhar de volta, pegando um copo no balcão você decide falar)
- Oi!
- Fazia muito tempo que não te via!
- Pois é! Você quis manter a distancia!
- Mas agora essa distancia não existe.
- O que foi? Você não está feliz? Não foi isso que você sempre quis pra sua vida?
- Sim eu estou feliz. Mas estou mais feliz de ter te encontrado no meio dessa gente toda, depois de algum tempo.
- Pois eu estou feliz de saber que você está bem.
- Eu só queria te tocar...
- Tocar?
- É saber se eu ainda te toco.
- Você pode me tocar, eu não vou te morder.
- Eu falo de outro tocar... se é que você me entende.
- Não Camila, eu não entendo. Você pode me explicar?
- Queria saber se eu ainda toco fundo dentro de você, se eu ainda tenho um lugar ai dentro.
- Nunca deixou de ter Camila. Mas foi sua decisão me deixar e sumir da minha vida, eu tentei te procurar incansáveis vezes, mas você preferiu o silencio.
- Eu percebi que esse silencio só mata, não constrói nem destrói nada.
- Pra mim destruiu muita coisa.
- Desculpa, Rô. Eu só queria mesmo saber isso...
- Já sabe.
- Eu queria te falar...
- Ahn?
- Deixa.
- Fala.
- Deixa pra lá.
- Você ainda me ama?
- AHN?
- É, você ainda pensa em mim?
- Camila olha só, você vem até mim depois de mil anos sem nos falarmos e vem toda estranha. Você acha que tudo é da sua forma mimada de ser?
- Eu não sou mimada, eu só quero você.
- Você não me quer. Você quer o Rodolfo do passado, e eu não sou mais esse Rodolfo.
- Ah! Que bom que você me lembrou disso, estava preocupada de que a Camila de hoje não te agradasse. E como é esse novo Rodolfo?
- Ah!!! Você não vê?
- Vejo você relutando em me olhar nos olhos.
(ele fica nervoso e os olhos se enchem d’água)
- Rô! Deixa eu pelo menos te dar um abraço, é só isso que eu quero desde o momento que te vi hoje.
(eles se abraçam)
- Por que você ta fazendo isso comigo Cá?
- Eu to vivendo minha vida, mas nunca me esqueci de você, do seu sorriso das suas implicâncias, e queria te falar isso, só isso. Que eu não vou te perder no meio das minhas lembranças e que nesse silencio chamado tempo eu não deixei você sumir dentro de mim. Mas eu não espero nada de você. Eu sou outra pessoa, não sei se você pode notar, mas minha escolha de vida mudou Rô, e eu não sei se você seria capaz de um dia me acompanhar nesse caminho, não é fácil, sabe? Não é qualquer um que é capaz de largar tudo pra viver pra Deus.
- Eu fui louco por você, eu faria qualquer coisa por você.
- Pois é, você foi, hoje em dia você é só mais um louco buscando preencher seus vazios.
- Eu te amei muito Cá, o que você espera de mim agora?
- Nada.
- Você sempre teve razão, hoje eu vejo. Todo amor que você me dedicou e eu só querendo saber de curtir. Você teve todas as razoes do mundo pra sumir da minha vida, mas eu não queria, eu queria só você, mas eu queria o mundo também. E quando você partiu eu me desesperei, pensando que jamais poderia rever os olhos da minha princesa que me amava e que queria só meu bem. Eu não podia assumir pra mim mesmo que o culpado fui eu. Mas eu decidi, porque eu queria não perder minha juventude, eu queria sexo, com você ou sem você. E eu sabia que você merecia exclusividade. Acredite ou não, eu fiz sexo com poucas depois que você passou na minha vida, nenhuma delas me dava a alegria que você me deu.
- Que lindo isso Rô. Mas como eu te disse hoje meu propósito é outro.
- Me mostra?
- Você teria coragem?
- Por você Cá.
(se aproxima uma mulher linda num salto altíssimo, e um belo corpo e beija o Rodolfo e fala)
- Oi amorzinho. A fila do banheiro estava enorme. Quem é essa?
- Ela se chama Camilla (ele fica nervoso)
- Prazer Camilla, qual é o seu nome?
- Daniela. Vocês se conhecem a muito tempo? (abraço o Rodolfo e senta no seu colo)
- Estávamos a uns anos sem nos ver e nos falar. Bom acho que vou embora. (Camila fica mexida)
- Quer que eu te leve em casa? (responde Rodolfo)
- Não precisa Rô, eu pego um táxi.
- Faço questão. Dani eu vou levá-la, você me espera aqui?
- Claro amor!
(eles saem do show)
[silencio no carro]
- Você ta bem cá? Ta muda!
- Não tenho nada pra falar, a cena vale mais do que mil palavras. Tola fui eu achando que você tinha mudado e que estava disposto a fazer mais.
- Não é isso que você ta pensando...
- É isso sim Rô. Eu to cansada, mas não quero brigar mais com você. Perdi meu tempo.
- Você me deixou e eu continuei na minha vidinha. Dani me ama e não se importa de eu traí-la. Ela é muito legal comigo e faz tudo que eu peço.
- Ótimo!
- Poxa Cá, ta com ciúmes?
(ela começa a chorar)
- O que foi?
(ele para o carro e abraça ela)
- Por que você ta chorando?
- Porque eu busquei tudo nessa vida, pra fugir de você, pra que você sumisse da minha cabeça e funcionou, mas do meu coração e lembranças você nunca foi embora Rô. E me dói ainda te ver com outra e dói ainda mais ver que você não mudou e que eu fiz de tudo sabe, fiz de tudo... pra mudar, pra esperar você e to vendo que não adiantou... não adiantou.
- Cá, eu fiz de tudo também pra tentar manter contato com você, mas você sumiu de um dia pro outro, parou de responder minhas mensagens, me ignorando. Eu não tinha como saber se você estava bem, te procurava em todos os lugares que íamos, te via em tudo. Até perguntava pros amigos se eles sabiam de você e eles sempre me falaram que você mal saia de casa, que estudava muito pras provas e que tinha virado religiosa. Eu decidi te deixar em paz, eu não queria te fazer mal de novo.
- Ta tudo certo Rodolfo, eu quebrei a cara de novo, não adiantou nada eu ter rezado 3 vezes por dia, usar essas saias longas que eu nem gosto, ficar trancada em casa estudando pra passar e só pra te dizer eu passei, eu passei. Mas isso não me fez feliz. Eu fiz tudo isso esperando que você voltasse. Como você sempre me fez falta, eu fiquei esse tempo todo pedindo pra Deus que você voltasse pelo amor de Deus e eu sempre acreditei que você voltaria que você seria o meu Rodolfo mudado, único só pra mim. Tremenda ilusão. Eu me guardei pra nada Rô. Eu não quero dizer mais nada.
- Cá! Escuta!
- Ahn!?
- E se eu te falasse...
- Falasse o que?
- Que eu ainda te amo, você acreditaria?
- Não, óbvio que não. Óbvio que você não me ama. Isso não é amor, você só quer me comer de novo.
- Você não entende.
- Ah eu não entendo? Eu entendo muito bem!
- Eu acho que você ficou linda nessas roupas mais comportadas sabia? E ainda acho que eu posso ocupar esse lugar que você sempre quis.
- Olha você não pode. Você tem namorada Rô, eu não vou mais participar com suas brincadeiras.
- Ela não é minha namorada, ela é só mais uma que eu pego. Eu procurei em outras você, não achei. E hoje te vendo ao vivo eu vejo que o que eu sempre busquei é exatamente como você é.
- E o que você buscava?
- Eu buscava uma mulher forte como você e que me amasse só que nos encontramos em momentos diferentes, você querendo que eu te salvasse e eu querendo me salvar de prisão de um amor, eu queria ser do mundo, de todas. Mas no fundo a mulher que eu sempre quis era uma mulher discreta, esforçada que amasse Deus mais do que ama um namorado, eu sempre quis uma mulher linda por dentro. E você é TUDO isso, alias você se tornou isso. E alem disso tudo você é linda e meiga por fora. Eu quero você Cá, me aceita de volta?
(ela fica indecisa)
- Não sei se te quero, como posso saber se isso não é mais uma de suas armadilhas?
- Dorme comigo hoje que eu te provo.
- HÁ HÁ, sabia que você não tinha mudado, você só quer me usar Rodolfo. Chega eu vou embora daqui mesmo.
(ele tranca o carro e se aproxima pra tentar beijá-la, ela o empurra)
- Sai! Não faça isso.
- Cá, eu falo sério. Durma na minha cama ao meu lado como amiga e eu te mostro o novo Rô.
- O que seria esse novo Rô?
- Venha e veja.
- Eu já disse que não vou te dar e você é muito cara de pau.
- Você não entende nada, eu não quero seu corpo eu só quero você dormindo ao meu lado sem sexo. E você ira descobrir.
(ela topa e eles vão para casa do Rodolfo)
- Deita aqui no meu peito, eu não vou te machucar não tenha medo.
(ela receosa e com medo se aproxima e se encaixa, começando a chorar)
- Eu sonhei tanto por esse momento, a gente junto na cama sem safadeza, sem praia sem putaria.
(ele faz carinho na cabeça dela, beija a testa, abaixa e da um beijo em sua boca)
- Eu te amo Cá. Como eu nunca amei ninguém, eu quero você.
- Eu também te quero.
(eles dormem)
Dia seguinte...
- bom dia minha princesa!!!! Olha o que te preparei, um café da manha maravilhoso!
- Ahh que lindo Rô! Amei nossa noite, foi a melhor da minha vida, assim eu me apaixono.
- Tenho que te mostrar uma coisa que tava guardado desde o dia que você foi embora, espera um minutinho.
(ele vai até a gaveta pega uma caixinha e volta pra cama)
- Abra Cá!
- Isso é pra mim?
- Sim é pra você!
(ela abre e é um anel de casamento)
- Você aceita se casar comigo, Camila?
(ela fica de boca aberta)
- Casar?????
- É meu amor, casar! Esse anel tem nossas iniciais dentro e a data do dia q você me deixou e eu te esperei.
(6 meses depois eles se casam)
Fim.
Rut Ferreira
Vamos falar da Manu SEM o batata então.
A Manu sem o Batata sorri, brinca, pula e fala daquele jeito como se estivesse 24 horas interpretando uma peça de teatro que misturava comédia e drama tudo na mesma frase.
A Manu sem o Batata sai com o João. Enjoa do João, sai com o Breno. Odeia o Breno, sai com aquele outro gordinho que eu esqueci o nome. Manu nem sabe porque saiu com ele e então não atende mais suas ligações. A Manu percebe então que ela É o Batata.
Mas ela não conseguia ser o Batata quando estava com o Batata. (É, não deu pra não falar dele..)
O Batata era feio (desculpa, Manu), era um tremendo dum babaca e a tratava daquele modo que as amigas falavam "Sai dessa, menina".
A diferença do Batata para João, Breno, o Gordinho e tantos outros antes e depois dele é que aquele menina linda, loira, inteligente e fenomenal, falava dele chorando, e dos outros, falava rindo.
E o Batata tinha outra. Outra, outra e mais outra. E a Manu sempre era uma dessas "outras" que vinham depois do "aquelazinha". E ela sentia um prazer quase que macabro em curtir sua dor enquanto dizia "Ele estava com a Fulana".
O Batata não lambia o chão por onde ela passava, e era isso que ela gostava.
Manu adorava estar sendo desafiava por aquele serzinho escroto e acabou tão viciada nisso, que de uma forma um tanto quanto estranha, o Batata acabou fazendo parte de todas nós. Eu já não me via mais sem conseguir não correr até a Manu nos intervalos das aulas, para entrar no msn e ouvir as novas do Batata.
A gente sentava e conversava e eram 30 minutos de lavagem cerebral:
O Batata, Batata, Batata...
Deus do céu!!
E era tão fácil estar de fora e pensar "É exatamente isso que eu não quero pra minha vida", mas que na verdade era o que eu e mais o resto das meninas mais queríamos.
A Manu não era mais uma otária. Era alguém que caiu de amores, sem motivo, sem nem saber direito quando. E não importava se foi pelo bonzinho ou pelo cara que não valia nada, ela simplesmente não enxergava mais nada na sua frente, além do cara que ela conseguiu montar com tudo o que ela sempre quis, e inventou um alguém que não existe e o chamou de Batata.
Enfim, no final, foi como todas nós sabíamos que seria: O Batata não ficou com ela.
E não era porque ele não sabia da mulher maravilhosa que a Manu era. Ele sabia e com certeza sabe até hoje, mas a Manu era pra ele, o que o João, o Breno e o Gordinho foram para ela: Nada.
A Manu sem o Batata sorri, brinca, pula e fala daquele jeito como se estivesse 24 horas interpretando uma peça de teatro que misturava comédia e drama tudo na mesma frase.
A Manu sem o Batata sai com o João. Enjoa do João, sai com o Breno. Odeia o Breno, sai com aquele outro gordinho que eu esqueci o nome. Manu nem sabe porque saiu com ele e então não atende mais suas ligações. A Manu percebe então que ela É o Batata.
Mas ela não conseguia ser o Batata quando estava com o Batata. (É, não deu pra não falar dele..)
O Batata era feio (desculpa, Manu), era um tremendo dum babaca e a tratava daquele modo que as amigas falavam "Sai dessa, menina".
A diferença do Batata para João, Breno, o Gordinho e tantos outros antes e depois dele é que aquele menina linda, loira, inteligente e fenomenal, falava dele chorando, e dos outros, falava rindo.
E o Batata tinha outra. Outra, outra e mais outra. E a Manu sempre era uma dessas "outras" que vinham depois do "aquelazinha". E ela sentia um prazer quase que macabro em curtir sua dor enquanto dizia "Ele estava com a Fulana".
O Batata não lambia o chão por onde ela passava, e era isso que ela gostava.
Manu adorava estar sendo desafiava por aquele serzinho escroto e acabou tão viciada nisso, que de uma forma um tanto quanto estranha, o Batata acabou fazendo parte de todas nós. Eu já não me via mais sem conseguir não correr até a Manu nos intervalos das aulas, para entrar no msn e ouvir as novas do Batata.
A gente sentava e conversava e eram 30 minutos de lavagem cerebral:
O Batata, Batata, Batata...
Deus do céu!!
E era tão fácil estar de fora e pensar "É exatamente isso que eu não quero pra minha vida", mas que na verdade era o que eu e mais o resto das meninas mais queríamos.
A Manu não era mais uma otária. Era alguém que caiu de amores, sem motivo, sem nem saber direito quando. E não importava se foi pelo bonzinho ou pelo cara que não valia nada, ela simplesmente não enxergava mais nada na sua frente, além do cara que ela conseguiu montar com tudo o que ela sempre quis, e inventou um alguém que não existe e o chamou de Batata.
Enfim, no final, foi como todas nós sabíamos que seria: O Batata não ficou com ela.
E não era porque ele não sabia da mulher maravilhosa que a Manu era. Ele sabia e com certeza sabe até hoje, mas a Manu era pra ele, o que o João, o Breno e o Gordinho foram para ela: Nada.
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